Publicado Novembro de 2018


 

No mês de Novembro a Igreja comemora com fé e gratidão o Dia dos Finados e celebra com júbilo e esperança a Solenidade de todos os Santos e Santas. Meditando a Palavra de Deus do Antigo e Novo testamento, descobrimos com clareza que a vontade de Deus é que todos sejamos “santos”, isto é, que tenhamos as atitudes que Jesus praticou durante sua vida terrena, pela prática das Bem-Aventuranças (Mt 5, 1-12).

 

No dia 19 de Março deste ano, Papa Francisco nos brindou com o documento “Gaudete et Exsultate” (Alegrai-vos e Exultai) que trata do chamado à santidade no mundo atual. O texto insiste na convicção de que todos, qualquer que seja a vocação específica (matrimonial, solteira, consagrada, presbiteral e diaconal) e nas diferentes fases de vida (crianças, jovens, adultos, idosos) somos chamados à santidade, vivida no cotidiano da nossa existência concreta. Portanto, à pergunta: “Eu santo?” deve corresponder uma resposta positiva: ”Sim, eu santo!”.

 

São Domingos Sávio, um jovem do grupo de São João Bosco, no dia de sua primeira Eucaristia, escreveu no caderno de anotações: “Senhor, com a tua graça quero ser santo!”. Santo Agostinho, que fora um grande pecador, ao se converter a Deus, olhando ao seu redor pessoas retas e boas, se perguntou: “Se este e aquele conseguiram ser santos, porque eu também não posso?”.

 

Eis as características da santidade no mundo atual, que Papa Francisco aponta:

 

1ª- Suportação, paciência e mansidão: “Permanecer firme e centrado em Deus que ama e sustenta... Daí é possível aguentar, suportar as contrariedades da vida e também as agressões dos outros, as suas infidelidades e defeitos: `Se Deus é por nós, quem será contra nós?'. Nisto está a fonte da paz”. (n. 112).

 

2ª- Alegria e bom humor: “O santo, sem perder o realismo, ilumina os outros com espírito positivo e rico de esperança. Ser cristão é alegria do Espírito Santo, porque do amor de caridade segue necessariamente a alegria. Pois quem ama sempre se alegra na união com o amado” (n.126).

 

3ª- Ousadia e ardor (Gastar sola de sapato com a santa cara de pau): “Olhemos para Jesus! A sua compaixão não era paralisadora, tímida e envergonhada, como sucede muitas vezes conosco. Era exatamente o contrário: era uma compaixão que o impelia fortemente a sair de si mesmo a fim de anunciar, mandar em missão, enviar a curar e libertar. Reconheçamos a nossa fragilidade, mas deixemos que Jesus a tome em suas mãos e nos lance para a missão, A ousadia e a coragem apostólica são constitutivas da missão”. (n. 131).

 

4ª- Em comunidade: “A santificação é um caminho comunitário, que se deve fazer dois a dois. Reflexo disto temos em algumas comunidades santas. Em várias ocasiões, a Igreja canonizou comunidades inteiras, quer viveram heroicamente o Evangelho ou ofereceram a Deus a vida de seus membros (vários exemplos)... De igual modo, há muitos casais santos, onde cada conjuge foi um instrumento para a santificação do outro. Viver e trabalhar com outros é, sem dúvida, um caminho de crescimento espiritual” (n. 141).

 

5ª- A oração: “Lembremos que a santidade é feita de abertura habitual à transcendência, que se expressa na oração e na adoração. O santo é uma pessoa com espírito orante, que tem necessidade de comunicar-se com Deus. Não acredito na santidade sem oração, embora não se trate necessariamente de longos períodos ou de sentimentos intensos” (n. 147).

 

6ª- Caminho para todos: “Somos tentados a pensar que a santidade seja reservada apenas àqueles que têm possibilidade de se afastar das ocupações comuns, para dedicar muito tempo à oração. Não é assim! Todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e oferecendoo próprio testemunho nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra”. (n. 14). Então, na simplicidade e humildade, vamos procurar ser Santos ???

 

Por fim, convido todos a participar, na Solenidade de Cristo Rei, no dia 25 de Novembro, às 16h, na matriz da Paróquia de Santo Antônio da Prata, da Celebração Diocesana com a qual daremos graças ao Senhor pelo Ano do Laicato, realizaremos o Envio Missionário dos Coordenadores e Ministros das Comunidades, Paróquias, Regionais e Diocesano, apresentaremos, também, o nosso Plano Pastoral para o quadriênio (2019/2022) e entregaremos o texto da Novena de Natal em famílias.

 

Sempre valem nossos lemas: “Igreja na Baixada: Comunhão e Missão” e “Feliz o cristão que vive em missão!”.

 

Um forte abraço com as bênçãos divinas.

 

Dom Luciano Bergamin, CRL

Bispo Diocesano

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